Desemprego no Acre cai para 6,4% no 4º trimestre de 2025; renda média ficou em R$ 2,9 mil
21/02/2026
(Foto: Reprodução) Taxa de desemprego é desigual entre estados
A taxa de desemprego no Acre fechou o quarto trimestre de 2025, referente a outubro, novembro e dezembro, em 6,4%, um dos menores índices já registrados desde o início da série histórica, em 2012. O resultado representa recuo de 1,1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, segundo dados da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados na última sexta-feira (20).
A pesquisa faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), levantamento trimestral que acompanha indicadores do mercado de trabalho em todo o país. A taxa anual, por sua vez, ficou em 6,6%, uma das menores desde 2012. (Veja o gráfico mais abaixo)
📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp
A nível nacional, a taxa de desocupação foi de 5,1%, recuo de 1,1% frente ao trimestre anterior (5,6%).
Entre as mulheres no Acre, a taxa de desocupação foi de 7,9%, acima da registrada entre os homens, que ficou em 5,7%.
O nível de escolaridade também aparece como fator determinante: pessoas com ensino médio incompleto enfrentaram as maiores taxas de desemprego, enquanto quem possui ensino superior completo apresentou os menores índices.
Desemprego no Acre
Divulgação
LEIA TAMBÉM:
Acre tem 22 mil pessoas que desistiram de procurar emprego no 2º trimestre deste ano
Acre chega a 3º mês com perda de postos de trabalho em dezembro mas fecha 2025 com saldo positivo
Apesar da queda no desemprego, a informalidade segue como desafio no Acre. No quarto trimestre de 2025, 45,2% da população ocupada trabalhava sem vínculo formal, o equivalente a cerca de 146 mil pessoas.
O índice considera empregados do setor privado e domésticos sem carteira assinada, além de trabalhadores por conta própria e empregadores sem registro no CNPJ e auxiliares familiares.
Entre os empregados do setor privado, 59,1% tinham carteira de trabalho assinada. Já o percentual de pessoas trabalhando por conta própria chegou a 18,7%.
Renda média e subutilização
O rendimento médio real habitual no estado foi estimado em R$ 2.964 no quarto trimestre de 2025. O valor ficou estável em comparação com o trimestre anterior, mas representa aumento de 9,8% em relação ao mesmo período de 2024.
A massa de rendimento real, ou seja, a soma de todos os rendimentos pagos aos trabalhadores, alcançou R$ 936 milhões, indicando estabilidade frente ao trimestre anterior e crescimento na comparação anual.
A taxa composta de subutilização da força de trabalho, que inclui desempregados, subocupados por insuficiência de horas e pessoas na força de trabalho potencial, foi de 17,9% no período.
Já o percentual de desalentados, pessoas que desistiram de procurar emprego, ficou em 6,5% no estado.
Salário mínimo
Natalia Filippin/G1
VÍDEOS: g1